• O abrigo rupestre da Solhapa situa-se a cerca de 3 km da povoação de Duas Igrejas e nas proximidades de um povoado proto-histórico.

    Desde sempre utilizado pelos pastores que aí protegiam os rebanhos do calor nos meses de verão, foi apenas nos anos 50 do século passado que as gravuras no abrigo despertaram o interesse do António Maria Mourinho e se tornaram conhecidas.

    Sobre a cobertura da gruta encontra-se uma gravação, com semelhanças a outras encontradas em Espanha e em França, e que têm sido interpretadas como representando um feiticeiro. Trata-se da representação de uma figura humana, cuja cabeça, de configuração trapezoidal, termina em pontas lembrando um par de galhos. Ao nível da bacia, duas linhas parecem representar uma cauda e um falo ereto.

    As restantes insculturas encontram-se no quer nas paredes interiores da gruta quer no pavimento. A diversidade iconográfica é grande: covinhas, traços perpendiculares, semicírculos e barras retilíneas e interligadas, de forma quase labiríntica. Surge ainda um elemento serpentiforme e figurações humanas, cronologicamente balizáveis entre os finais do Neolítico e o início do Calcolítico/Idade do Bronze. 

  • Norte

  • Miranda do Douro

  • Parque Natural do Douro Internacional

  • Não

  • Acesso a Duas Igrejas a partir de:

    - Porto -  A4, IC5 e N221;

    - Lisboa - A1, A23, IP2, IC5 e N221. 

     

    A partir da povoação de Duas Igrejas, o acesso ao abrigo rupestre faz-se por um caminho de terra batida.

    GPS: 41.456917, -6.336889

  • Imóvel de Interesse Público (IIP) - Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982

  • Marco histórico cultural

  • Pública

  • Final do Paleolítico

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